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A mãe e o pai que trabalham e necessitam deixar o bebê com alguém devem preferir uma boa babá ou col

Esta parece ser uma velha e polêmica questão que as mães/pais encontram quando necessitam retornar ao trabalho. De acordo com um dos textos lidos e com o que vem se trabalhando nos textos e aulas anteriores, é que todo desenvolvimento infantil, para ser pleno e saudável, necessita estar permeado por questões afetivas dos seus cuidadores. Este parece ser o fator principal para um adequado desenvolvimento. Dessa forma, uma boa babá ou um bom berçário podem assumir os cuidados, desde que o “bom” seja entendido como aquele que poderá cuidar tanto física quanto emocionalmente do bebê da melhor forma possível. Lembrando os conteúdos da aula um, que citou um pouco de Winnicott, se o cuidador conseguir fazer um handling e um holding adequado, ou seja, conseguir cuidar de uma criança pequena com uma disposição empática e afetiva para perceber e atender às suas necessidades, ele estará conseguindo cuidar desta criança de forma plena e necessária.

Acredito que esta questão talvez esteja mais relacionada com a pessoa que assumirá, podendo ser uma babá ou cuidador/educador de creche do que algum outro fator. Acho que ambas opções apresentam vantagens e desvantagens já conhecidas e experienciadas por pais. Uma babá pode ser extremamente atenciosa e afetiva, sensível para cuidar de uma criança, assim como educadores apesar de cuidarem de mais de uma criança também possam ser e conseguir dar atenção necessária para cada criança da sua turma. Aqui fala-se de pessoas capacitadas em ambas possibilidades, mas sabemos que na realidade nem sempre isso acontece e escuta-se com freqüência casos chocantes pela falta de cuidados, tanto de pessoas que optaram por babá quanto por creche.

Uma das questões que acho que importante na hora dos pais necessitarem tomar esta decisão é pensar em qual dos cuidados eles se sentirão mais seguros. Acho que é primordial a confiança naquele que cuidará do seu filho. Penso que não há nada mais confortável do que os pais conseguirem entregar seu filho para outro cuidador de forma tranqüila. No entanto, isso exige um certo investimento dos pais nesta busca em uma das opções, é possível prevenir situações desagradáveis e buscar este conforto. Para isso, é importante caso se opte por uma babá, conhecê-la com antecedência e ficar atenta aos sentimentos dos pais e criança com ela, assim como conhecer opções (se possível) de creches para se certificar que ficará tranqüila em deixar seu filho naquele local. Além disso, manter-se próximo desses cuidadores e trabalhar em sintonia com eles, como se fosse uma extensão dos cuidados próprios deles. Como um dos textos sugere o ideal é que se perceba estes cuidados como um acréscimo e não como uma diminuição, que compartilhar atenção não é o mesmo que dividir e se sentir com menos. Não é porque a mãe talvez fique menos tempo agora com a criança que ela precise se sentir ameaçada. Não será a quantidade de tempo que fará diferença significativa no desenvolvimento do filho, mas sim a qualidade da relação estabelecida. Nesta decisão o importante é que a criança estabeleça uma relação especial afetiva e significativa com o cuidador educador ou babá.

Texto escrito pela aluna Cláudia Androvandi, do curso Psicologia Escolar na Educação Infantil – EAD

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